Rio de Janeiro,
Na cidade de Curitiba  
     
 

Pedro Michelotto: Um homem formidável


(Por Fernando Michelotto)

Triste da pessoa que passa por esta vida sem deixar lembranças nos que com ela conviveram. Eu penso que as pessoas sempre devem deixar (boas) marcas pelos caminhos que trilharam em vida.

Ao escrever as michelottices, estou de alguma forma, relembrando fatos pitorescos de meus entes queridos, alguns compartilhando desta vida e outros que já não estão mais entre nós. Pena que não comecei antes, quando poderia ter perguntado ao meu pai ou aos meus tios sobre o vô Vincenzo ou mais sobre a vó Santina, assim poderia ter escrito ou estar escrevendo com mais detalhes sobre eles. De qualquer forma, procuro resgatar a memória daqueles com quem convivi.

O meu pai foi um dos Michelottos que deixou lembranças memoráveis entre os seus filhos, netos e sobrinhos.

O mais novo dos irmãos nasceu e se criou no Juvevê. Estudou no Colégio Bom Jesus e formou-se em Contabilidade (curso médio). Era chamado pela mãe e pelos irmãos, de Piero. Em 1931, passou uma temporada morando com a irmã Nina e o cunhado Nicácio na Colônia Mineira (hoje Siqueira Campos). Era a época dos sonetos. Estava na moda recitar em publico sonetos e poesias que falavam de amor e de tragédia e que costumavam arrancar lagrimas de quem lia ou ouvia. No ano seguinte, serviu o Exercito, indo no mesmo ano lutar na Revolução de 1932, contra os paulistas, na região do vale da Ribeira. Deixou o Exercito em 1937 como cabo, indo no mesmo ano trabalhar na Cia. São Paulo de Seguros, de onde saiu somente em 1968, quando se aposentou.

Acredito que foi ainda no ano de 1937 que aprendeu o oficio de alfaiate com o Sr. Deolindo Monteiro, profissão que nunca chegou a exercer, mas que o fez entender muito de fazendas e casimiras. Em 1939, casou-se com Vanda Mizerkowski, filha do imigrante polonês Boleslau Mizerkowski e Eugenia Mokwa Mizerkowski. Teve três filhos: Regina (1941), Fernando (1948) e Paulo (1953).

Em 1942, conclui a construção de sua casa no terreno deixado de herança pelo seu pai, onde morou por toda a sua vida, graças ao dinheiro arrecadado cuidando de uma casa de jogos na rua XV e com um empréstimo obtido junto a Cia. São Paulo, onde trabalhava.

Como na Cia. de Seguros só trabalhava no período da tarde, a partir de 1949, passa a trabalhar também com representações comerciais, atividade esta que desenvolveu mais depois da sua aposentadoria.

Sempre teve muitos amigos, foi criativo e líder. Ainda no Exercito, fundou no 20º RI o Clube dos Cabos, do qual foi Presidente. Foi também presidente do Clube União Juvevê, que funcionava num barracão de madeira onde hoje se situa o Mercadorama Juvevê. Esse clube tinha como mola mestra as disputas de ping-pong, além de promover memoráveis bailes de carnaval. Na Cia. São Paulo de Seguros fundou a Associação Atlética São Paulo, que disputando campeonatos de futebol promovidos pelo SESC, as sagrou algumas vezes campeão. Foi também fundador do clube de bolão Republicano, que inicialmente funcionou na sede social do Coritiba Foot Boal Club e mais tarde no Clube União do Ahu.

Tinha temperamento tranqüilo, alegre e bastante ponderado, pois as suas decisões sempre eram as mais acertadas.

Gostava de exercitar a oratória e a redação. Entre 1949 e 1950, costumava, na companhia de funcionários da São Paulo, fazer passeios de bicicleta aos arredores da cidade, aos sábados e feriados, sendo que na segunda-feira, em escala de revezamento, um dos participantes, tinha que fazer um relatório do passeio, que tinham pôr cabeçalho “Recordar e viver”. Mais tarde criou também entre alguns funcionários do escritório, o Clube do Aniversario, em que da mesma forma, um dos participantes tinha que fazer uma espécie de ata do jantar comemorativo.

Guardo lembranças formidáveis do meu pai (formidável, era o adjetivo que ele usava muito). Nunca vou esquecer, por exemplo, o dia em que eu passei no vestibular: a Universidade havia prometido a divulgação do resultado para uma determinada data, que na realidade foi antecipada. Naquela época, o vestibular não era unificado e as faculdades realizavam vestibulares para os diversos cursos em datas diferentes, divulgando, conseqüentemente, os resultados também em datas diferentes. Pois bem: para diminuir a ansiedade, fui naquele dia a uma matine, num cinema no centro da cidade, em companhia de um colega que também havia prestado o mesmo vestibular. À saída do cinema encontramos outro colega que nos informou que o resultado estava sendo divulgado na Rádio Independência, cujo estúdio ficava no Edifício Asa, portanto pertíssimo de onde nos encontrávamos. Logo chegando ao andar onde ficava a radio, ouvimos no corredor, os nossos nomes serem pronunciados pelo locutor Gilberto Fontoura. A alegria tomou conta de nos, e logo em seguida voltamos a rua XV. Tinha que dar a boa nova para o meu pai! O escritório da São Paulo ficava na esquina da rua XV com a Mal. Floriano, mas para minha surpresa, meu pai já havia sido avisado e não estava mais no escritório. Apos receber os cumprimentos dos funcionários, e ainda em companhia do meu colega, que também morava no Juvevê, tomei um táxi. Chegando a casa, vi o meu pai subindo a curva da João Gualberto com a Manoel Eufrásio, com duas garrafas de champagne em baixo do braço!

A festa foi grande! Rolou uma emoção muito grande, com direito a muitas lagrimas de alegria derramadas! No dia seguinte, para comemorar, meu pai levou para o escritório, um bolo preparado pela minha mãe e começaram a chegar muitas mensagens de congratulações de amigos dele.

Da minha infância, tenho saudades das viagens e dos passeios de carro pelos arredores da cidade. Tem lugares que hoje eu passo e que não sofreram grandes mudanças ao longo dos anos, que eu tenho a nítida impressão de já ter passado por aqueles lugares! Parques, a cidade ainda não tinha e a única opção, era o Passeio Publico, aonde íamos com muita freqüência.

Outra lembrança marcante foi quando depois de formado em Engenharia, resolvi montar uma firma construtora, que apesar de minha pouca experiência, estava indo relativamente bem, ate o dia em que eu descobri que o funcionário responsável pelas compras estava desviando material para a casa da noiva. Foi um dia de cão, mas felizmente consegui recuperar todo o material. Para a minha surpresa, à noite, meu pai convidou toda a família para jantar fora. Quando perguntei o motivo do jantar, ele respondeu:

- É para comemorar que foi só isso. Poderia ter sido bem pior!

Gostava de convidar amigos para jantar lá em casa, quando a minha mãe se esmerava na cozinha. Vinho era artigo que não faltava e apos o jantar iam todos para a saleta, onde a Regina brindava os visitantes tocando piano e acabava em cantoria, com todos soltando a voz.

Mas por falar em vinho, meu pai sempre tinha um bom estoque na adega, que ficava em baixo da garagem. Uma vez por ano, ele comprava um quinto de vinho tinto seco (espécie de barrica de madeira, contendo 100 litros), e que eram engarrafados em casa. Sempre tomava um cálice na hora do almoço, mas como todo bom italiano que fala com as mãos, invariavelmente derrubava o cálice sobre a mesa. Quando isto acontecia, ele dizia:

-Vanda! Depressa!!! O jornal!! Ele colocava o jornal sob a toalha, para funcionando como uma espécie de mata-borrão, chupar o vinho. Outra: ele tinha o costume de lançar o café sobre a xícara, de uma grande altura, como se fosse uma cascata. Com isso o café já ficava mexido, não precisando sujar a colherinha.

Lá em casa havia uma coincidência de aniversários: o meu filho Fabio, faz aniversario dia 14 de abril, no mesmo dia do meu pai e o meu sobrinho Sergio, no dia seguinte, no dia 15. Nesta ocasião, sempre no Domingo mais próximo, minha mãe preparava uma deliciosa bacalhoada, reunindo toda a família, o que acabou virando tradição e ate hoje deixa saudades.

Antes de ir deitar-se, ele cumpria um verdadeiro ritual: primeiro ia lavar os pés no bidê; depois aplicava um descongestionante nasal; em seguida, preparava um copo de suco de maracujá, indo em seguida para a cama. Já deitado, ele lia o jornal, fumando um cigarro (fumava um único cigarro ao dia, exceto em dia de jogo do Coritiba ou quando jogava baralho). O cigarro sempre era “filado” da minha mãe. Não podia faltar também a este ritual, um pequeno pedaço de chocolate.

Coxa branca roxo, não perdia nenhum jogo no Alto da Gloria, nem mesmo nas noites mais frias, quando ele vestia um pesado sobretudo, colocava um boné na cabeça, pegava alguns cigarros da minha mãe, um pedaço de chocolate e levava um radio portátil. Esta época eu sempre fazia companhia a ele indo ao futebol. Lá no estádio sempre encontrava amigos, como o Schultz ou o Galdino Ronconi. Muitas vezes lá encontrava o tio Ido ou o sobrinho Pedro Vicente.

Aos treze ou quatorze anos, comecei a fumar escondido. Eu devia ter já uns 17 ou 18 anos, quando durante um jogo no Alto da Glória, percebendo o meu nervosismo, meu pai me ofereceu um cigarro. Foi a primeira vez que fumei na frente dele. Com certeza ele já devia desconfiar que eu andava fumando escondido!

Tinha ele um grande amigo em São Paulo: era o senhor Cláudio Miori, dono de uma fabrica de puxadores, que ele representava.

São-paulino roxo o seu Cláudio! As correspondências comerciais entre eles, terminavam sempre com comentários sobre futebol! Quando a comunicação então era por telefone, a conversa ia longe! O seu Cláudio era um sujeito calmo, igual meu pai e era dois anos mais novo. No telefone, ele falava assim, esticando a letra “e’”:

-Peeeedro!

O Seu Cláudio possuía uma casa na Praia Grande, no litoral de São Paulo, que todo ano ele cedia para nós, durante a temporada de verão. Foi meu padrinho de casamento e na minha viagem de lua de mel, levou eu e a Susan para conhecermos o Estádio do Morumbi, recém concluído.

Quando o Presidente Sarney mudou a moeda para Cruzado, foi uma correria às bancas de jornal para saber como ia funcionar a tablita, para enfim tomar conhecimento de todas as medidas que tinham por objetivo conter a inflação, percebi que o meu pai não havia demonstrado o mínimo interesse. Perguntei a ele:

- Pai, o senhor não quer saber sobre a nova moeda, o Cruzado?

- Que nada! Se eu tiver alguma duvida, pergunto ao Baptistella! (amigo advogado e era quem fazia as declarações de Imposto de renda)

Todo dia, após o almoço, atravessava a rua e sentava-se num banco, na pracinha, entre uma menina, Olinda e um menino de rua, chamado Nilson. Incentivava aquelas crianças a estudar, comprando muitas vezes material escolar. No final da tarde, levava as crianças para casa de carro.

Quando já padecia da doença que tirou a sua vida, eu ia visitá-lo todo dia depois do trabalho. Ele ficava sentado no sofá da sala. Eu sentava ao lado dele e ele me oferecia uísque. Eu sempre perguntava se ele não queria que eu preparasse uma dose para ele. A principio ele respondia que não, mas logo mudava de idéia assim que eu começava tilintar as pedras de gelo.

Morreu assim como viveu? feliz, sem sofrer, cercado pelos parentes e amigos, deixando muitas saudades.

No dia seguinte ao sepultamento, a campainha da casa da minha mãe toca e a Susan vai atender. Era o Nilson, o menino de rua?

- O Vô está?

- Não. O Vô morreu. Você não sabia?

- Não, respondeu o menino.

Logo em seguida, saindo de casa, encontramos o menino sentado na soleira do portão, chorando...


A Viagem

"Que coisa entendeis por uma nação, Senhor Ministro? é a massa dos infelizes?
Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco.
Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho.
Criamos animais, mas não comemos a carne.
Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa pátria?
Mas é uma pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?"
(resposta de um italiano a um Ministro de Estado de seu país, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa)


Itália, dia 21 de junho de 1897. Inicio de verão no hemisfério norte. Centenas de pessoas se aglomeravam no cais do Porto de Genova, o maior porto do mar Mediterrâneo. Parentes e amigos se despediam de entes queridos que haviam resolvido ir para a América em busca de uma vida melhor.No meio de tanta gente, a maioria da região norte da Itália, estava Vincenzo Michelotto, de trinta anos, acompanhado da Mulher, Maria Santina de vinte anos, da filha Maria de um ano e meio e do filho Romano, de apenas três meses. Na cabine do vapor Minas, o comandante Giorgio Canimakis preparava-se para zarpar. Dentro de pouco tempo o navio se afastaria do cais, enquanto a emoção tomaria conta tanto dos que ficaram, como dos que partiam, deixando para trás a pátria natal.


Imigrantes aguardando embarque em Gênova

“Na segunda metade do século 19, a Europa era o palco de uma revolução industrial que transformava a vida de seus habitantes. A população européia crescia e agricultores, sem terra, migravam em massa para os centros urbanos, em busca de emprego nas novas fábricas. As metrópoles inchavam e as condições de vida dos operários chegavam a ser sub-humanas. A evolução também chegava aos navios a vapor, facilitando a vinda dos agricultores ao Novo Mundo, em lugar de superlotar as fábricas do velho mundo. As Américas possuíam fartura de terras inexploradas e seus governantes ansiavam pela colonização dessas terras. Essa situação criou um fluxo natural de imigrantes do velho para o Novo Mundo. Na Itália, somava-se a questão das lutas pela unificação da nação, que exauriu sua economia. Existia um grande número de desempregados em busca de oportunidades”.

A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século 20. Dirigiam-se, principalmente às lavouras de café no Estado de São Paulo, mas um grande número de imigrantes espalharam-se por todo o Sul e Sudeste do Brasil “(*).

Na manhã do dia 15 de julho, avistou-se ao longe, o Porto de Santos. Quase todos os imigrantes que aí iriam desembarcar, já tinham trabalho garantido. Era o caso de Vincenzo, que desde a Itália, já sabia que iria trabalhar numa plantação de café, na Fazenda Lopes D’Almeida, num lugar chamado Charqueada, no interior do Estado de São Paulo.

A partir daí, poucos detalhes sabemos da trajetória de Vincenzo. Sabemos apenas que os filhos Maria e Romano morreram e que ele e a mulher vieram para Curitiba, estabelecendo-se provavelmente na localidade de Ferraria, onde tinham parentes e posteriormente para a Colônia Argelina e finalmente o arrabalde do Juvevê.


Quadro de Agiolo Tomasi, de 1896, retratando a partida
dos imigrantes da Itália. Original na Galeria Nazionale di Arte Moderna, em Roma.

(*)Textos extraídos do site www.imigrantesitalianos.com.br

 


O Juvevê dos Anos 50

Quem vê o bairro do Juvevê hoje, reduto da classe média-alta, jamais poderia imaginar como era este bairro há 50 anos atrás,quando lá eu vivi os anos dourados da minha vida. E jamais imaginaria tambem como era este bairro no inicio do século passado, quando o imigrante Vicenzo Michelotto lá se instalou, lá criou os filhos e onde a familia prosperou.

Vou tentar lembrar aqui do Juvevê que eu conheci, quando eu era criança.

Se hoje todas as ruas são pavimentadas, naquela época somente a avenida João Gualberto e a avenida Munhoz da Rocha eram pavimentadas com paralelepipedos.

A casa do meu pai, Pedro Michelotto, foi construida em 1941 e a do tio Ido, em 1956.

O comercio era asim, indo pela rua Manoel Eufrasio, da Nicolau Maeder em direção a av. João Gualberto e por esta, até a rua Moisés Marcondes: Saps, Açougue, Garagem do tio Ido (onde hoje é a Confeitaria Munhoz), nossa casa, Fábrica de Colchões Michelotto, casa do tio Tchontcho, botequim do sr.Abdo, farmácia do sr. Manoel Costacurta (depois Peixaria Oceania),casa da vó Santina/Tia Emma/Tio Ninim,Bicicletaria do Cartucho, Mercearia Americana,Ferraria do sr.Vitório Gabardo, Fábrica de balas São Domingos (do sr.Plácido Massuqueto e do sr.Elísio Gabardo), armazem Hida, Banco Nacional do Comércio, Lojas Emilie e Farmácia Juvevê. Do outro lado da rua, da rua Manoel Eufrásio em direção à rua Moisés Marcondes:Sorveteria Garib, mais tarde Casa Estanho,consultório dentário, Padaria Brasil, do sr.Albino,consultório do dr.Aramis, Armazém do sr.Luiz Dembiski, Tinturaria Juvevê (do sr.Miguel), Casa Helena (do sr. Arquibaldo Valente), Tendinha Juvevê (do sr.João Palazzo),Bar do sr.Luizinho, Barbearia do Zico,Barbearia do Avelino ,casa da Dona Lila Gouvea e Bar do Alcides.

O sr.Miguel, da Tinturaria Juvevê, tinha um cachorro (vira-latas), cuja cor original, era branca,mas por arte do sr.Miguel, cada semana o cachorro era tingido de uma cor: azul,vermelho, verde....Quando passava um vendedor de bexigas de gás, o sr.Miguel contava quantas tinham, depois as soltava só para vê-las subir.

Na Ferraria do sr.Vitório, eu ganhava uns trocos,vendendo latas de cera vazias e garrafas velhas.

Na Mercearia Americana, do sr.Alfredinho, eu levava o pirex para comprar nata batida e vina-vucht.
Na casa Emilie, dos irmãos Mouchbahani,comprava-se biscuit de louça e durante o carnaval comprava-se quepes de marinheiro, confete , serpentina e lança-perfume.Embaixo do vidro do balcão, havia um aviso para os mais distraidos: "Cuidado! Este vidro custa Cr$5,00"

No Bar do Alcides, preparava-se um excelente (um formidável, adjetivo muito usado na época) sanduiche de pernil (naquela época não existia cheese-salada).

Foi na vitrine da Casa Helena, que em 1960,eu vi a primeira televisão ligada!

O Saps, que ficava no imóvel do Tio Ido, era uma espécie de mercadinho governamental, que nais tarde passou a se chamar Cobal.

O sr.Abdo, tinha o botequim bem na esquina e morava atrás do boteco.Casado com a dona Iracema,e tinha os seguintes filhos: Neneca, Jamile, Neno, Dirceu, Saidir, Dirce e Divanir.

Assim era o Juvevê dos anos 50.

(texto de Fernando Michelotto)