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Fábrica de Tecidos Confiança
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A “Companhia de Fiação
e Tecidos Confiança Industrial” (“Fábrica
de Tecidos Confiança”), com sede na Rua Souza Franco,
nº 1, no bairro de Vila Isabel, nesta cidade, empregou vários
Michelotto, dentre eles Mario e Alessandro, irmãos italianos,
e em suas casas, próximas à fabrica, residiram alguns
deles e lá nasceram vários de seus filhos que depois
na Fábrica também vieram a trabalhar como os filhos
de Alessandro: Mario (sobrinho), Ambrosina e Aída. No prédio
hoje funciona um supermercado e de longe ainda se vê a famosa
e conservada chaminé de 1894. Seus três apitos inspiraram
o compositor Noel Rosa a escrever os versos de famosa melodia (“Quando
o apito da fábrica de tecidos vem ferir os meus ouvidos eu
me lembro de você ...”). E, aqui, mesmo sem os seus apitos,
ela é por nós lembrada. |
Praça Sete
O Barão João Batista de Vianna Drummond, homem de extraordinária
visão e dinamismo, dentro da sua imensa Fazenda dos Macacos formou
o bairro de Vila Isabel, nome que deu em homenagem à Princesa Regente,
lugar em que em 10 de agosto de 1891 chegaram Giovanni Michelotto sua
esposa Angela Miotti mais os três filhos do casal: Adele, Mario
e Alessandro, bem como serviu de nascedouro para os netos, bisnetos e
a maioria dos tataranetos do casal pioneiro.
O Barão, em 1875, interligou o bairro ao centro da cidade, graças
aos bondes puxados pelos burros e cuja garagem e estábulo ficava
no final do Boulevard, bem próximo da praça.
Dotou-o de um Jardim Zoológico, o primeiro do país, e, em
1884, criou o jogo do bicho, exclusivamente, para os do local, mas que
foi, mais tarde, por quase um século, o maior mercado de ilusões,
não só do carioca como do brasileiro em geral.

Bem no centro do bairro, construiu a retro praça, plantou dezenas
de pés de oitis, árvores rosáceas, fez quatro grandes
jardins gramados e floridos, mandando instalar, em seu núcleo,
um lindo chafariz que importou da França. Na localidade, existindo
uma elevação na qual havia uma casa antiga da Fazenda, reformando-a,
transformou na primeira igreja dedicada a Nossa Senhora de Lourdes que,
mais tarde, foi transferida, ficando em seu lugar o convento das freiras
da Ajuda, existente até hoje.
Batizou a praça de 7 de março em homenagem ao dia da constituição
do Gabinete do Primeiro Ministro Visconde de Rio Branco, que promoveu
a lei famosa de 1871, Lei do Ventre Livre, sancionada pela Princesa Isabel
em 28 de setembro, como passou a chamar-se o Boulevard, aquela avenida
que vem dar de cara com a Praça Sete e onde, em 1918, foi construída
uma nova igreja dedicada a Nossa Senhora de Lourdes, ali onde tantos de
nós oramos, talvez até, sendo um Michelotto, para encontrar
tudo o que ainda não havia.
Com o falecimento do Barão, a Praça Sete passou a chamar-se
Barão de Drumond.
(aquarela e texto de Darcy Michelotto)
Inauguração da estátua do Cristo Redentor
"A
data de hoje transcorre, com as imponentes cerimonias liturgicas que se
estão a celebrar, festejando a inauguração do monumento
do Cristo Redentor, ficará nos anais do catholicismo como um dia
enaltecido por alta, significativa e eloquente afirmação
de fé.
Do país inteiro e ainda de vários outros pontos do continente
acorrem à formosa capital do Brasil, guiadas pelos baculos pastorais
de cinco dezenas de veneráveis prelados, milhares de peregrinos
cristãos, os quais, nesta manifestação de crença
que redunda também numa demonstração de fraternidade,
trazem a oblata das suas preces contrictas ao Cristo-Rei. (...)
Hoje, às 16 horas, começará na praia de Botafogo,
a inauguração oficial do Monumento a Cristo Redentor. Nessa
ocasião proferirão breves palavras, D. João Braga,
Arcebispo de Curitiba; D. José Pereira Alves, Bispo de Niterói;
Conego Dr. Henrique Magalhães, professor Alcebiades Delamare Nogueira
da Gama, da Faculdade de Direito e Mario Michelotto,
em nome dos operários católicos. Logo após, a estátua
monumental de Cristo Redentor será iluminada da Itália,
pelo senador Marconi. Em seguida à iluminação, haverá
um grandioso prestito luminoso em honra de Cristo Redentor. Desfilarão
as Ligas Católicas, podendo no mesmo tomar parte todos os católicos,
munidos de lanterna.
O cortejo luminoso será em terra e no mar, porquanto os pescadores
fiéis às tradições do nosso povo, darão
o seu concurso, comparecendo em os seus barcos. Além do mais também
as lanchas e outras embarcações aderiram. A nossa marinha
também concorrerá para o maior brilho da festa, iluminando
especialmente alguns dos nossos vasos de guerra. (...)"
Jornal "A Esquerda", 12 de outubro
de 1931.
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